( Resenha ) O Lado mais Sombrio – Livro 1 da trilogia Splintered de A. G. Howard @Novo_Conceito

Editora Novo Conceito

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Resenha



Alyssa Gardner era descendente de Alice Liddell, a garota que inspirou o romance Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Alyssa colecionava insetos desde os dez anos de idade, sendo aquele o único jeito que encontrou de silenciar seus sussurros. Ela não era seletiva, assim que ficavam tagarelas demais, tornavam-se presas fáceis. Mas os insetos não morriam em vão, Alyssa os usava em suas obras de arte, seus mórbidos mosaicos.



Já era uma tradição às sextas-feiras desde o jardim de infância, Alyssa comprar sorvete de cheesecake e chocolate para tomar com a mãe, Alison, que depois de admitir ouvir vozes, foi internada na Clínica das Almas para tratamento psiquiátrico. A insanidade era hereditária, porém, Alyssa não estava pronta para admitir a verdade para seu pai e acabar no mesmo lugar que a mãe. 


“Acima de tudo, aprendi a ignorar a maioria das alucinações. As coisas que ouço geralmente são sem sentido e aleatórias e se confundem em chiados e murmúrios como um barulho de rádio fora da estação. Quase sempre posso convencer a mim mesma de que não é nada a não ser o ruído ambiente.”
Alyssa estava muito vidrada no programa de intercâmbio que permitiria a estudantes do último ano do Ensino Médio terminarem seus estudos em Londres e ao mesmo tempo obterem créditos para estudar em uma das melhores escolas de arte da cidade. A mesma universidade para a qual Jebediah Holt ou apenas Jeb, seu melhor amigo, por quem era apaixonada, estava indo. Infelizmente, Jeb havia concordado com o pai de Alyssa, que não era a hora certa para ela ir, deixando-a com muita raiva. 
“Por tantos anos, as mulheres de nossa família foram tachadas de loucas, sem o serem. Podemos ouvir coisas que outras pessoas não podem. É a única explicação para nós duas ouvirmos a mosca e os cravos dizerem a mesma coisa. O truque é não responder ao que dizem os insetos e as flores diante de pessoas normais, porque aí pareceríamos loucas.”
As vozes eram reais, contudo, não fazia sentido que Alison insistisse em se vestir como Alice, estalar a língua e ter ataques de fúria sem razão aparente, essas coisas faziam com que ela parecesse louca. Havia tantas perguntas fervilhando na cabeça de Alyssa, mas uma se destacava mais do que as outras e consistia em saber porque aquilo acontecia com as mulheres de sua família. Segundo Alison era uma maldição, que só poderia ser quebrada ao entrar na toca do coelho, mas tinha muito mais nessa história do que as pessoas sabiam. 
“— Ele virá buscá-la. Ele vai penetrar em seus sonhos. Ou no espelho... Fique longe dos espelhos, Allie! Está entendendo?
— Espelhos? — pergunto, incrédula. — Você quer que eu me afaste dos espelhos?
Ela se coloca de pé com dificuldade, e eu procuro equilibrar-me na muleta. — Um espelho quebrado corta mais do que a pele. Ele corta sua identidade.”
Alisson estava ficando pior, gritando sobre tocas de coelho, mariposas e pessoas que perdem a cabeça. As drogas não funcionavam mais, então, os médicos ofereceram uma opção de terapia eletroconvulsiva. Alyssa sentiu-se chocada ao descobrir que seu pai tinha concordado com aquele método. 

Alyssa não sabia quanto tempo tinha antes de a maldição pegá-la de vez, portanto, precisaria se apressar. Ela tinha que juntar as peças que faltavam deste quebra-cabeças, para enfim chegar ao mundo subterrâneo, consertar os erros de Alice e quebrar a maldição. No entanto, sem querer Alyssa acabou levando Jeb junto para aquele mundo estranho, onde encontraram o misterioso e sedutor, Morfeu. Depois disso ela vai descobrir o lado mais sombrio dos contos de fadas. 
“Quando olho para trás, Jeb está de barriga no chão, arrastando-se na minha direção com um braço esticado, tentando me alcançar. Entrelaço-me em seus dedos, tropeço para a frente e, me debatendo com uma chave que agora é do tamanho da minha mão, destranco a porta e mergulho de cabeça no País das Maravilhas.”
Um New Adult fantástico, repleto de diversão, ação, aventura, romance e revelações impressionantes. Narrado em primeira pessoa pela perspectiva da protagonista, Alyssa, faz com que a trama seja ainda mais profunda. Me senti o tempo todo no lugar dela, vivendo as mesmas experiências. 

A. G. Howard criou uma versão intrigante e psicodélica de Alice no País das Maravilhas em tributo a Lewis Carroll, com uma linguagem simples e de fácil compreensão. Construiu um enredo impressionante, onde tudo se interliga. Os personagens e os cenários são sensacionais. 

A capa é linda, representa perfeitamente a protagonista e a história em que está inserida. A diagramação é constituída por arabescos e a revisão é ótima. 

Dou cinco estrelas, favorito e recomendo para quem, assim como eu, é fã de Alice no País das Maravilhas.

13 comentários

  1. Não sou fã de Alice no país das maravilhas, mas essa versão mais louca, ainda mais com essa capa linda me encantou. Gostei de saber da maldição que tem sobre a família e estou curiosa pelas aventuras de Alissa nesse reino desconhecido

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    1. Mesmo para quem não é fã, a história é incrível.

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  2. Oi Ingrid, as capas desse livro são lindas de morrer. Confesso que de primeiro eu queria os livros só pela capa mesmo (#culpada!), mas tenho desenvolvido um apreço pela trama.
    Beijos
    [SORTEIO] Aniversário de 1 Ano: Livro - Perdida
    Quanto Mais Livros Melhor

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    1. Olá Priscila, as capas são maravilhosas mesmo.

      Beijokas

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  3. A historia de Alyssa de fato me fez lembra Alice no País das Maravilhas. O que de fato me surpreendeu na sua resenha foi este livro ao contrario do outro apresenta linguagem mais simples. Isso é otimo para publico-alvo do livro. Já sobre a capa, é a coisa mais linda, bem estilo fantasia o que representa bem a historia

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    1. Sim, a linguagem é simples e de fácil compreensão, possibilitando alcance maior de público.

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  4. Oi, Ingrid!
    Sou completamente encantada pelas capas dos livros dessa série, elas são muuuuiiito lindas, se eu fosse uma leitora do tipo que escolhe os livros pela capa essa série já estaria presente na minha estante faz um tempão, mas sou do tipo de leitora que escolhe suas leituras pela trama, e confesso que apesar de ter ficado um pouco curiosa para saber o por que dessa maldição afetar as mulheres da família da Alyssa, O Lado mais Sombrio não despertou meu interesse... portanto, esse é um livro que eu não leria.

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    1. Olá, Any.

      Que pena, espero que goste dos outros.

      Beijokas

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  5. Ingrid!
    Adoro as releituras dos contos de fadas e nesse livro/série, gostei ainda mais, porque Alyssa se divide entre o mundo real e o da fantasia; divide seu amor com Jeb no mundo real e não assume gostar de Morfeu... torço por ele, porque acho Jeb bem paradinho para meu gosto...
    Desejo uma semana repleta de realizações!
    “O saber é saber que nada se sabe. Este é a definição do verdadeiro conhecimento.” (Confúcio)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de FEVEREIRO, livros + KIT DE MATERIAL ESCOLAR e 3 ganhadores, participem!

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  6. Esse livro é puro amor! E a trilogia como um toda é muito boa também! Amei ♥
    Agora só preciso ler o ultimo livro lançado que é um spin off da história.
    Que bom que também gostou da história.
    Excelente resenha.
    Beijinhos

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  7. Adoro Alice, comprei esse ano dois quadrinhos, já li um e pretendo ler outro até o final desse mês. Assim que saiu esse livro fui correndo ver algumas resenhas e tantas pessoas se decepcionaram que fiquei com receio de comprar e ser mais uma decepcionada. Mas lendo sua resenha resolvi e vou ler sim. A capa é linda e Alice no País das Maravilhas já é algo psicodélico, imagina O Lado mais Sombrio?!

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