( Resenha ) Uma história meio que engraçada de Ned Vizzini @EditoraLeya

Editora Leya
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Resenha


Com o título original “It’s kind of a funny story”, o livro conta a história de Graig Gilner, um adolescente de 15 anos. Dedicado, estudioso, educado e inteligente, que esforça-se ao máximo para ingressar na Executive Pre-Profissional High School, uma das mais conceituadas e disputadas escolas de ensino médio de Manhattan.


Feliz com a conquista e decidido a ter sucesso na vida, Craig começa a frequentar a escola de seus sonhos, mas percebe que permanecer nela será ainda mais difícil do que ter ingressado. Vítima das pressões do colégio e de seus novos amigos por um alto desempenho, o jovem começa a perder o controle de sua vida, entrando em uma crise aguda de depressão que o faz perder o apetite e ter dificuldades em manter algum alimento em seu estômago. Sentindo-se mal consigo mesmo, tenta se convencer de que pode comer e se esforça para isso.



“[...] Meu estômago está lotado com seis garfadas dessa refeição. Eu sou capaz de aguentar seis garfadas. Não vou perder. Não vou perder essa refeição que minha mãe preparou. Se o cachorro consegue viver, eu consigo comer. Eu seguro. Fecho os punhos. Contraio os músculos.”

Com seu estado piorando, o garoto passa a frequentar consultórios de psiquiatras, procurando por ajuda. Contando sempre com o apoio incondicional de sua família, conhece a doutora Minerva, com quem consegue conversar e sentir-se um pouco mais à vontade, comentando sobre seus “tentáculos” e suas “âncoras” e começa a tomar Zoloft para combater a depressão. 

“[...] O oposto dos Tentáculos são as Âncoras. As Âncoras são coisas que ocupam minha mente e me fazem sentir bem temporariamente. Pedalar minha bike é uma Âncora.[...]”
Depois de algum tempo ingerindo a medicação, Craig resolve parar por conta própria, pois acredita que o medicamento provoca pensamentos sombrios. Ao interromper o tratamento, seu estado piora e ele pensa seriamente em tirar a própria vida. Elabora seu plano de suicídio, mas algo o detém. 

Mesmo sem coragem, agindo como um autômato, resolve pedir ajuda ao “Centro de prevenção ao suicídio”, atitude sugerida no livro “Como sobreviver a perda de um grande amor”, que sua mãe resolveu ler para tentar entendê-lo. É orientado a procurar o pronto socorro mais próximo, coisa que faz, mais ainda com muitas incertezas. 

Depois de longo tempo de espera e muitas reflexões, Craig é finalmente internado, com seu consentimento, na ala de psiquiatria para adultos do hospital. Nesse ambiente, o jovem tem a oportunidade de conviver com pessoas muito diferentes dele e tem acesso a outras realidades, muito diferentes da sua. Durante os cinco dias em que ficou internado, o inseguro adolescente faz grandes amigos, redescobre seu grande talento com desenhos e tem tempo suficiente para repensar sua vida e elencar suas prioridades, tomando importantes decisões. Ao voltar a desenhar, Craig aprimora sua arte e faz sucesso entre os colegas de terapia. Um dos desenhos feitos por ele ilustra a capa do livro (que é linda!!).

Com base em uma história real, o livro aborda um dos transtornos mais graves da atualidade, com senso de humor e uma criticidade que nos leva a repensar nossa própria vida e nossas prioridades.

O livro, “Uma história meio que engraçada” deu origem ao cultuado filme, que recebeu o nome em português de “Se enlouquecer, não se apaixone”.

Uma leitura ao mesmo tempo profunda e agradável de ser feita. Difícil mesmo foi parar de ler.


Sobre o autor

Ned Vizzini começou a escrever aos 15 anos, no “The New York Press”. Aos 19 publicou seu primeiro livro, “Teen Angst? Naah...”. É também autor de “Be more chill”, primeiro livro de um jovem adulto selecionado para o Today Show Book Club e considerado um dos 10 melhores livros de 2004 pela revista Entertainment Weekly.

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