( Resenha ) Uma Dama Imperfeita – Livro 2 da Série Os Preston de Lucy Vargas @EditoraCharme

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Resenha



Uma Dama Imperfeita é o segundo livro da Série Os Preston, a sequência de O Refúgio do Marquês. 



“Ela gostava de fantasiar, achava aqueles bailes lindos, adorava as decorações, a orquestra tocando e todas aquelas pessoas extremamente bem vestidas dançando no mesmo ritmo. E sob a luz de centenas de velas. Naqueles lindos salões com o pé direito tão alto que parecia um domo. Nem todos eram assim, mas, quando buscava em suas memórias, Bertha sempre escolhia usar os maiores e mais fantásticos salões de baile.”
Bertha Gale e sua melhor amiga, Lydia Preston se conheciam desde a infância, pois foram criadas juntas, apesar de Bertha pertencer a uma classe social inferior, era como se fizesse parte da família Preston. Elas estavam de volta a Londres e encontravam-se absolutamente encrencadas. 

Precisavam de pares que completassem sua associação, porque sempre seriam inseparáveis. Bertha continuaria encobertando o que Lydia aprontava, já que ao contrário dela, a melhor amiga era enérgica e não possuía nenhuma discrição. Entretanto, aquela temporada de 1816 em Londres seria certamente de muito estardalhaço. 

“E aquele seu jeito adorável de ficar embaraçada. Ele achou muito engraçada a forma como ela ficou quando percebeu que ele havia descoberto sua mentira.”
Eric Northon, Lorde Bourne, apelidado de Diabo Louro é o último herdeiro dos Northon, dotado de uma personalidade marcante. Durante um baile na cidade, Eric insistiu para que Bertha dançasse com ele, deixando-a confusa e curiosa. Ela simplesmente não sabia explicar o que sentia diante daquela situação, sobretudo, porque ele se comportou majestosamente durante a dança e depois do cumprimento final apertou a mão dela por mais tempo do que deveria. 

“Eu aprecio damas insolentes e geniosas, madame. De fato, já que perguntou, isto está na lista imaginária de exigências que tenho para uma esposa. Cuidado, está começando a se parecer com a escolha perfeita.”

Bertha dispensou Eric, pois lembrou-se que nunca dançaria a valsa em Londres, não tinha permissão e não obteria, afinal era apenas a companhia e acompanhantes não valsavam. Ela não era nobre e a valsa era parte de uma das regras restritas para jovens damas. Não podia sair valsando nos braços de qualquer cavalheiro como se não houvesse um após e muitos olhares pairaram sobre ela e Lorde Bourne. 

No entanto, apesar dos esforços de Bertha em afastá-lo, Eric sempre aparecia e convencia ela a dançar com ele, aproximando-se cada vez mais. Logo, Bertha se viu apaixonada e sentiu o tamanho do preconceito que afetava as pessoas de classe social inferior, pois Eric era extremamente rico e as mulheres o rodeavam. Mas isso não impediu que ela ocupasse o coração dele de forma especial. 
“Ela chegou perto novamente e encostou os lábios contra o vidro, formando um beijo. Eric tinha que se inclinar para que sua boca tocasse o vidro exatamente do outro lado e ele o fez. Quando Bertha abriu os olhos e o viu tão perto, deu um passo para trás e segurou as mãos à frente do corpo. Ela escutou o som do próprio ofego e ficou olhando para ele e para o vidro, como se tivesse sido pega.”

Um romance de época arrebatador e inesquecível, daqueles que arrancam suspiros. Narrado em terceira pessoa permite uma visão mais ampla de todos os personagens e do cenário em que estão inseridos, transportando facilmente o leitor para dentro da história. 

A escrita da autora é cativante, divertida e envolvente. Os personagens são fantásticos. 

A capa é bonita e atraente. Quanto a diagramação, as letras poderiam ser um pouco maiores para facilitar a leitura. A revisão é ótima. 

Dou cinco estrelas e recomendo para quem, assim como eu, é apaixonada por esse gênero!!!

   

3 comentários

  1. Sou apaixonada por romance de época, então devo gosta da serie.
    Bertha achei ser uma personagem bastante menininha, pela fato de gosta bailes e toda coisa por trás das festa de gala, e principalmente por parecer que sonhar com príncipe encantado. Eu gostei de saber que é terceira pessoa, porém gosto bastante de romance época também em primeira já que voce sente melhor o que a protagonista sente. Já em terceira, sem duvidas tambem é bom por ter visão ampla do personagem como voce disso. Enfim, querendo ou não de alguma forma ambos são bom. E apesar de não ter lido e quero conhecer melhor a historia

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  2. Ingrid!
    Me deleito com os romances de época do século XIX, são totalmente envolventes e geralmente as protagonistas não seguem as regras sociais, o que dá uma sensação de ousadia, sem contar com todo amor que é demonstrado.
    Gostaria de ler.
    Bom carnaval e moderação, hein?
    “Não basta saber, é preferível saber aplicar. Não é o bastante querer, é preciso saber querer.” (Johann Goethe)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  3. Oi, Ingrid!
    Faz um tempão que quero ler O Refúgio do Marquês mas ainda não tive a oportunidade, contudo, pretendo lê-lo em breve e com certeza vou querer ler também Uma Dama Imperfeita, amo romances de época e não tenho dúvidas de que vou amar a história de Bertha e Eric, e me encantar por esse mocinho que pelo que percebi sabe o que quer.
    Abraços, valeu pela dica!

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